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A maravilhosa OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) esteve em dezembro de 2008, na praia do Gonzaga, em Santos, apresentando seu concerto de final de ano. Foi um espetáculo maravilhoso.
Mas, parece que vivemos uma nova era de ditadura, de "cala a boca” onde as pessoas não podem falar o que pensam, emitir opiniões, sem serem perseguidas ou punidas por isso. Claro que tal atitude casa bem com um político morno como o ex presidente da república Fernando Henrique que eu não sei o que está fazendo na direção da OSESP. Todas as vezes que um político é 'colocado' em algum cargo público por qualquer razão que não a correta, corre-se o risco de ver mais uma politicagem e das grandes. Pois foi o que aconteceu recentemente com a mais importante orquestra do Brasil e seu magnífico regente John Neschling. Demitido via e-mail, deixou os fãs ardorosos da orquestra e de seu maestro estarrecidos. Protestos do mundo inteiro estão chegando, pois nenhum cidadão civilizado e politizado pode aceitar tal comportamento de um ex presidente, que vamos falar a verdade, de grande só tem a pose.
Tudo começou com uma entrevista dada pelo maestro ao jornal O Estado de São Paulo, que criticou a administração da OSESP. Mas que diabo, não se pode mais dizer o que se pensa nesse país?
 Neschling está na Grécia, e só vai comentar o acontecido após retornar ao Brasil.
O maestro já havia comunicado que só permaneceria no cargo até 31 de outubro de 2010, mas, por causa da entrevista dada ao Estadão, a sua saída foi adiantada. Claro que o governador de São Paulo, José Serra, está por trás disso.
Mais um ato de politicagem vergonhosa para o nosso país. Quem vai perder com isso? A população com certeza. Fã de orquestra sinfônica que sou, vi durante décadas algumas brilharem e de repente, caírem no esquecimento por falta de verba e vontade política. A OSESP é um orgulho para o Brasil, mas administrada por um político, o que podemos esperar?
Eu me junto aos que não aceitam tamanho descalabro.
publicado por encontromarcado às 17:51

1 comentário:
Acredito que neste caso, a OSESP é q sai perdendo. Realmente, antes ñ havia uma orquestra séria, significativa; foi o Maestro J.N. com toda sua competência, diga-se de passagem, que a criou; profissionalizando seus músicos, enfim, a organizou e colocou ordem na casa. É lamentável sua saída. Ñ só a Osesp sai perdendo como também todos seus fãs.
helena vieira a 23 de Janeiro de 2009 às 21:48

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