11
Set 08

 

 
Todas as vezes que me pergunto se estou no lugar certo, recebo do Cósmico algum sinal. Tentarei esclarecer.Como professora, nem sempre me sinto feliz em sala de aula, pois   não está fácil aturar alunos indisciplinados e desrespeitosos. Mesmo amando o que faço, acabo, no entanto, me questionando se deveria continuar a ser educadora. Foi assim com este estado de espírito, que saí de casa em uma segunda-feira, chuvosa e fria, às 6h da manhã.Tomei um ônibus, mesmo assim cheguei encharcada na escola, para começar um período de seis aulas, com alunos do ensino médio, que não costumam comparecer em massa no primeiro dia da semana, pois passam o domingo na 'balada'.E digo isso com certeza absoluta, não é delírio meu e nem inveja porque eles ficaram em casa naquela manhã chuvosa e eu não. Certo dia perguntei a uma aluna porque faltava tanto nas minhas aulas. Ela respondeu com a maior naturalidade "é que eu passo a noite na 'balada' professora e, não agüento vir à escola na segunda". Perguntei a ela quantos anos tinha: "quinze", respondeu. Perguntei de novo "sua mãe sabe disso?" Levantando os ombros com indiferença respondeu "sabe." Se a mãe sabe o que eu poderia fazer a respeito?
Portanto lá vou eu, para as primeiras aulas de uma segunda-feira cinzenta. Subo as escadas, cadernetas, bolsa, garrafa de água, giz antialérgico - está escrito na embalagem - e, depois da terceira aula, desço para um cafezinho com aquele eterno sabor de coisa requentada.
Ainda questionando meus neurônios se estava no lugar certo, fui dar uma volta no pátio (nunca vou entender porque professor fuma em locais públicos já que tal ato é proibido por lei federal, estadual e municipal). Uma aluninha que era de "outra" escola e foi transferida para esta, veio me beijar e conversamos um pouco. Na "outra" escola ela era minha aluna, nesta, tem aula com uma nova professora.Durante nossa conversa ela diz "sinto tanta saudade das suas aulas e de papo inteligente que a senhora tinha com a gente".Agradeci e voltei feliz da vida , para ministrar as três últimas aulas.
 
publicado por encontromarcado às 22:19

 

 
Nunca tive máquina fotográfica, se bati alguma foto, foi utilizando o equipamento de alguém e, a pedido. Mas gosto de observar a expressão dos rostos retratados, pois são momentos únicos!
- Ah! - mas todos os momentos são assim, singulares. A diferença é que na vida real eles passam e, nas fotos, ficam registrados para sempre: o nascimento do bebê, o batizado, a primeira comunhão, a festa de 15 anos, a formatura, as férias na praia, o lual, a balada, o passeio com o namorado, o casamento, as bodas de ouro, etc.
Há tanta magia em uma fotografia! As imagens verbalizam com muita eloqüência momentos inesquecíveis!
E quem disse que a felicidade não sai em fotografia? Sai sim!
Ela está lá, estampada nos rostos, nas fisionomias eternas, pois nelas a felicidade é perene.
Há dias, conversando com um amigo, pela internet, notei que a foto no canto direito do messenger estava diferente. Era atual, mas muito distinta das outras que eu já tinha visto. Havia em seu semblante um brilho, uma luz que não a solar, contudo bem mais luminosa, intensa. A luz vinha da alma!
Perguntei o que estava acontecendo. Ele respondeu que estava amando como nunca havia amado em toda a sua vida. Disse-lhe que este amor estava resplandecendo em seu rosto e que ficava muito feliz por ele.
Cinqüentão, charmoso, profissional ético, ser humano fantástico, um amigo de muitos anos, foi agradável observar que uma mudança tão intensa em sua vida estava se refletindo em uma fotografia. Emocionei-me mesmo e vibrei com sua felicidade! Senti-me respingada por essa energia tão boa.
Você já olhou com atenção aquele álbum de família que a vovó guarda com tanto carinho? As fotos em branco e preto? Observe- as, decifre todos os sinais que estão registrados nelas! Decodifique as expressões, os sorrisos, os olhares! Faça isso e depois me conte o que encontrou! Ou não me conte! Mas descubra você mesmo quantas coisas uma fotografia pode nos contar!
 
 
 
publicado por encontromarcado às 22:18

 

 
Quem nunca disse algo que magoou ou ofendeu alguém? Fez um elogio ou agradeceu por um momento de atenção? Convenceu alguém a fazer o que era mais sensato? Declarou o seu amor a alguém?
Criticou!Aconselhou! Dissuadiu! Insistiu! Brigou! Xingou!
Constantemente vivenciamos momentos em que as palavras são fundamentais, necessárias, decisivas ou essenciais, para se resolver situações, buscar soluções, encontrar caminhos, esclarecer, perdoar. Até em um momento íntimo, na hora do prazer, saber se expressar faz grande diferença!
Mesmo assim, o seu interlocutor, as profere sem a devida preocupação com os efeitos colaterais que elas podem provocar sem uma responsabilidade mínima necessária às suas conseqüências. O orador leviano, não mede os resultados do seu discurso, não percebe que até mesmo quem o pronuncia, corre o risco de se enredar nele.
Escrita ou falada, a palavra, tal como um 'pharmakon'- droga, em grego - tem efeito dúbio, caso não seja devidamente usada, pode causar um efeito contrário ao esperado.
Gosto de escrever e cultivo este hábito de várias maneiras, uma delas é através de meus blogs. Faço de meu diário virtual uma ferramenta bastante útil para compartilhar emoções e idéias. Porém, sinto cada vez mais o peso da responsabilidade, ao publicar uma mensagem. E depois, ao ler os comentários deixados pelas pessoas este sentimento se multiplica, pois os recadinhos deixados lá são alegres, carinhosos e estimulantes. Um deles me emocionou particularmente, dizia assim: "Através de pessoas como você é que busco um mundo melhor".
Considero-me uma pessoa privilegiada, pois no meio em que trabalho é bastante respeitada a minha postura ética. Valorizo muito tal sentimento e sei que a maneira como as pessoas me vêem tem muito a ver com o que falo, o modo como me expresso.Pois as palavras exprimem o que temos dentro do coração, o que sentimos, os valores que carregamos.
Por isso, deve-se sempre avaliar em quais situações é melhor falar ou calar, para que não haja arrependimentos futuros. Como diz aquele provérbio chinês: "Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida". É isso!
 
publicado por encontromarcado às 22:16

Setembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
12
13

14
15
16
17
18

21
22
23
24
25
26
27

28
30


subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO